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Amsterdã – O que fazer e o que não fazer

Estive muitas vezes em Amsterdã, sendo a primeira empreitada em 1997. Todas foram passagens rápidas pela cidade para curtir algum festival de música. Em 2016, fiz 14 conexões no aeroporto Schipol e, na maioria delas, fui pelo menos almoçar ou jantar na cidade.

Amsterdã é apaixonante. Quem vai, quer voltar. Apesar de não ser uma cidade grande, há muito mesmo o que ver e fazer na cidade. Ela em si já é contemplativa naturalmente. Só passear pelas suas ruelas e canais já fazem a viagem valer a pena. Amsterdã, apesar de pequena, tem pouco mais de um milhão de habitantes, é uma cidade cosmopolita, vibrante, jovem e intensa.

É uma das mais tolerantes do mundo, inclusive com uso de drogas leves, mas esqueça as pesadas, pois elas são ilegais. É segura, mas alguns cuidados são importantes, como estar sempre atento aos pertences, pois batedores de carteira não são raros. Amsterdã tem também um monte de regras e burlá-las pode resultar em situações desagradáveis.

Caso tenha pensado em alugar um carro para explorar a cidade, esqueça. Amsterdã não foi feita para automóveis e estacionar por lá pode ser um pesadelo. Prefira alugar uma bicicleta, mas saiba as regras básicas para não entrar em apuros ou mesmo atrapalhar outros ciclistas. Se estar em cima de duas rodas não é a sua praia, não tem problema. Amsterdã é super bem servida de transporte público, com trem, metrô, ônibus e balsas. Táxi é caríssimo, mas se precisar dele, a melhor opção é recorrer aos apps tipo Uber (fuja do Pop, que tem má reputação na cidade) ou DriveUgo.

Eu, particularmente, prefiro evitar lugares turísticos, mas isso não falta em Amsterdã. Não à toa ela foi a 13ª mais visitada do mundo em 2016.

Então, prepare-se para muitas armadilhas para turistas, mas com bom senso é fácil fugir delas.

Fazer essa lista foi difícil, mas selecionei cinco coisas para fazer na cidade e cinco para evitar.

5 coisas para fazer em Amsterdã:

Bata perna nas famosas “the Nine Streets”

As “Nine Streets” formam uma das áreas mais pitorescas e acolhedoras do centro de Amsterdã. É fácil cair de amores por essas nove ruas que se cruzam em torno dos canais Keizersgracht, Herengracht e Prinsegracht. São ruas cheias de butiques, brechós, livrarias, pequenas galerias, lojas de presentes, cafés, restaurantes, todas praticamente de marcas locais. Ficam bem atrás da Dam Square, que é uma área disputada tanto por turistas quanto por locais, mas nem por isso deve ser menosprezada. Por lá, também é possível ter um bom overview do estilo arquitetônico de Amsterdã do século 17. Uma boa opção para almoçar por lá é o aconchegante Ree7, que tem burger, pastas, tortas e saladas no menu, além de servir também café da manhã.

Visite o Stedelijk Museum


Museus não faltam em Amsterdã, mas pesquise bem antes de entrar em um, pois há vários que não valem a pena a visita. No quarteirão dos museus todos são bons, porém como raramente dá tempo de visitar todos, vá um pouco na contramão e opte pelo Stedelijk Museum, a grande banheira branca. O museu é dedicado à arte contemporânea, contando com um acervo de quase 90 mil objetos. O museu apresenta uma ótima mostra dos principais movimentos artísticos de 1870 até os dias de hoje. Além do acervo, o Stedelijk abriga ótimas exposições temporárias e simultâneas. Para não correr riscos, compre o ingresso antecipadamente.

Explore Amsterdã além do Centro


Amsterdã não é apenas o “anel” que forma o centro. Há muita coisa nos bairros fora de lá. Uma das regiões mais legais e criativas do momento é o norte, antiga zona industrial portuária, que passou por uma boa renovação nos últimos anos. A região é dominada por marcas e empreendimentos locais, todos interessantes. Dois lugares merecem destaque, o Pllek, um espaço multiuso com restaurante, bar, café, cinema open air (no verão), palco para shows, estúdio de yoga. O lugar é formado por dois andares de contâiners em sua estrutura com a frente toda envidraçada dando vista para um canal e uma área externa. Lá é areia no chão, rendendo praia em dias ensolarados. Para chegar é fácil: tem uma balsa gratuita que sai atrás da Estação Central e faz o trajeto em quinze minutos.

O segundo lugar é o Café Ceuvel, construído em cima de uma ilha feita de “lixo”. O lugar é bem rústico e praticamente frequentado somente por locais. O projeto é assinado pelo arquiteto Wouter Valkanier, conhecido por trabalhar com materiais de demolição. O restaurante oferece pratos vegetarianos, cervejinhas, café e restaurantes, tudo preparado à base de alimentos orgânicos. O ideal é ir para almoçar, quando é menos concorrido. Para chegar lá tem um ônibus que sai também da Estação Central.

Já a área leste (Oost) tem também alguns atrativos, mas a sugestão é andar sem pressa pelo canal do rio Amstel, na Weesperzijde. Para almoçar por ali, o La Lotta Pizzabar é uma ótima pedida. Depois caminhe até a ponte Torontobrug, atravesse em direção ao De Pjip (já não é mais Oost), bairro cheio de lojinhas fofas, cafés e restaurantes, e deixe se perder por suas ruas. Ali, um dos meus lugares favoritos é Coffee and Coconuts, especializado em brunch. Outra parada obrigatória é o Studio Jux, marca local de roupas, acessórios e objetos de decoração. Impossível sair de lá sem uma sacola, mas vá mesmo que não tenha intenção de compras.

Curta um fim de tarde num terraço ou num bar em um rooftop


Um dos meus terraços favoritos da cidade é o Café de Jaren que, apesar de ficar dentro do anel central, fica escondido numa rua pouco movimentada. A fachada é discreta e mal dá para imaginar que do outro lado do salão há um ótimo terraço na borda de um canal. O café é uma boa escolha para um almoço ou um jantar cedo para apreciar dias ensolarados, enquanto assiste os barcos irem e virem. O terraço do restaurante e bar do Eye Film Institute, um museu dedicado ao cinema, é outro local que eu não canso de ir. Além das comidinhas deliciosas, o lugar é tranquilo, tem sempre lugar para sentar e ainda oferece bons drinks.

Mas quem busca mesmo assistir ao pôr do sol das alturas pode ir a dois lugares que eu gosto e recomendo. O A’dam Lookout fica no norte da cidade, atrás da Estação Central, a cinco minutos de balsa. É todo envidraçado e oferece uma vista 360º de tirar o fôlego, mas eles cobram uma entrada de 12,50 euros para desfrutar o local. Quem não estiver afim de desembolsar nada a não ser para tomar bons drinks e ver o sol se pôr atrás da cidade, o Sky Lounge, que é também ao lado da Estação Central, oferece ótimos petiscos e bons drinks. Foi de onde vi o pôr do sol mais bonito em Amsterdã.

Não deixe de curtir a noite em Amsterdã


Eu que sempre me movo nas cidades pela música, não poderia deixar esse item de fora. O Disco Dolly é um clube super tradicional com mais de 50 anos de história para contar, onde eu tive uma das noites mais divertidas em Amsterdã. Abre diariamente a partir das 23h. É pequeno, com capacidade para apenas 400 pessoas e tem dois andares: um deles dedicado à música pop, e o outro dedicado à música eletrônica. Claro que vale investigar, mas o clubinho, meio inferninho, geralmente vale a pena a visita.

O De School é um dos clubes mais novos da cidade e está na lista dos mais concorridos. O local abriga clube, palco para shows intimistas, um ótimo restaurante, café e até exposições. Checa a programação e, se gostar, a recomendação é comprar o ingresso antecipado para não dar com a cara na porta.

Para quem prefere sentar no balcão com um bom drink na mão, o HPS – sigla de Hiding in Plain Sight – oferece uma carta fantástica de coquetéis, que muda regularmente. O bar é elegante, resgatando um clima dos anos 1920. É charmoso, aconchegante e tem clima intimista.

Quem gosta de ver shows quando está viajando, vale a pena conferir a programação do Bimhuis, para quem curte jazz; do Bitterzoet, que costuma abrigar show de bandas não tão conhecidas (mas às vezes as conhecidas também); do Paradiso e do Melkweg para shows de artistas mais populares e, por fim, do De Niwe Anita, para show de bandas locais e shows acústicos.

Bônus: lojas para comprar discos


Para apaixonados por discos, duas lojas são imperdíveis. A Redlight Records, loja da famosa Red Light Radio, no meio do burburinho do Red Light District, lugar que também vale muito a pena visitar. Já a Rush Hour Store, também loja do selo homônimo, garante diversão por horas entre as suas estantes. Se der sorte, você ainda pega algum bom DJ dando uma canja na loja.

Cinco coisas para evitar fazer em Amsterdã

Preste atenção onde está andando
É bem comum andar por Amsterdã e ver a turistada andando pela ciclovia. Não faça isso! Atente sempre em qual faixa você está andando.

Não tire fotos quando estiver no Red Light District
É tentador, uma vez que ver mulheres em vitrines e janelas não é algo tão comum para nós. Mas não o faça. Fotografá-las é proibido, afinal elas estão ali trabalhando. Caso algum segurança pegue alguém fotografando, pode ter certeza de que a pessoa estará em maus lençóis. Ande por lá, aprecie, mas não seja tol@.

Esqueça as bikes com chopp acoplado
Provavelmente, essa é uma das atividades turísticas que mais irrita os locais em Amsterdã. Invista nisso só se o clima da sua viagem é spring break. E duvido que ela seja.

Fuja da fila de museus
Caso os museus da Anne Frank e do Van Gogh estejam na sua lista de lugares para ir, não deixe de comprar ingressos online ou irá mofar por horas nas filas intermináveis que os dois costumam ter. Você vai se sentir a pessoa mais esperta ao pular a fila.

Não confunda coffeeshops com café
A maioria já sabe, mas ainda tem muita gente que confunde. O coffeeshop (escrito tudo junto) é o lugar onde você pode comprar drogas leves, como a maconha, legalmente, e não onde você vai encontrar café.

Lalai Persson: perfis @lalai e @chickenorpastasir

Lalai Persson

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