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Guia de viagem: Pantanal

Pantanal: ecossistema riquíssimo que atrai turistas de todo o mundo
Uma das maiores planícies alagadas do mundo, o Pantanal compreende uma área de 1000 km² em um dos ecossistemas mais ricos em termos de biodiversidade do planeta. São cerca de duas mil espécies de plantas e mais de mil espécies de animais. Não é à toa que a região enche os olhos dos visitantes, atraindo turistas de diversas partes do planeta.

Localizado no centro-oeste brasileiro, o território é dividido entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, que integra o Pantanal Norte às cidades de Poconé, Cáceres e Barão de Melgaço. Já o Pantanal Sul é formado pelos municípios de Aquidauana, Miranda, Corumbá e de Porto Murtinho.

Em uma viagem para a região, o turista deve se munir do seu espírito explorador e aventureiro. Prepare-se para conhecer um dos paraísos nacionais em atividades como safáris fotográficos, passeios de barco e a cavalo e observação de animais. Não deixe de avistar as centenas de espécies de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis que tem o local como habitat.

O safári fotográfico também é outra atividade muito interessante para os turistas no Pantanal

Abaixo, separamos algumas dicas do que fazer e como aproveitar a sua viagem ao Pantanal, um dos destinos mais belos do país.

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Atrações e o que fazer no Pantanal
Em um ecossistema tão rico e abundantemente fértil como o do Pantanal, obviamente que os passeios que envolvem a fauna e a flora não poderiam ficar de fora. Por isso, um dos focos para quem visita o local é justamente o turismo ecológico.

Há várias opções de atividades que envolvem o contato com a natureza tanto no Pantanal Sul, quanto no Norte. Dentre elas, destacam-se a observação de aves, as cavalgadas, os passeios de chalana, a canoagem, os safáris diurnos e noturnos, as caminhadas e as trilhas.

O mais legal de tudo é que tais atrações permitem não apenas um maior conhecimento sobre a biodiversidade local, como também se aprofundar no cotidiano dos pantaneiros. Vale mencionar que a maior concentração de onças-pintadas do mundo está no Pantanal, possibilitando aos visitantes chegar bem pertinho dos felinos durante as atividades de observação.

Uma atividade que atrai um grande número de turistas ao Pantanal é a pesca. Contudo, é preciso ressaltar que a atividade só é permitida entre os meses de março a outubro. O fato se deve à piracema, época da desova dos peixes.

A região é riquíssima em número de peixes, com mais de 200 espécies nos vários rios e afluentes do Pantanal.

Na região Sul, os turistas costumam optar por Corumbá e Porto Murtinho, que contam com os rios Miranda, Paraguai e Aquidauana. Já no Norte, as principais cidades para a pesca são Poconé e Cáceres, onde os turistas podem praticar a atividade nos rios Cuiabá, Sepotuba, Piquiri, São Lourenço e Paraguai. Cáceres, inclusive, recebe o maior torneio mundial de pesca motorizada, conhecido como o Festival Internacional da Pesca.

Acrescente também o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense em seu roteiro de viagem. Com área de mais de 135 mil hectares, o local tem como objetivo difundir a cultura de proteção à vida natural do bioma da região. Lá, é possível observar várias espécies de mamíferos, anfíbios, répteis, aves e aves em seu habitat natural.

Como aqui o foco é a preservação, a pesca e a caça são proibidas, além da focagem de jacarés. Se quiser visitar o local, que fica em Poconé, no Pantanal Norte, será preciso uma autorização da administração do parque, que deve ser solicitada com antecedência.

O safári fotográfico e a focagem noturna são atividades muito interessantes e que se complementam. São indicadas no período de abril a novembro, época ideal para observar os mamíferos ao redor dos rios. No passeio, caminhonetes e caminhões adaptados fazem um trajeto para flagrar os animais pantaneiros. Os animais que quase sempre são vistos pelo percurso são jacarés, veados, porcos-do-mato, capivaras, garças, tuiuiús – ave símbolo do Pantanal, colhereiros e garças, mas é possível também encontrar as famosas onças-pintadas, os lobos, as sucuris e os tamanduás. Os melhores horários para o passeio são de manhã, no final da tarde ou à noite. Tudo depende do hábito do animal que você pretende avistar.

O tuiuiú é a ave símbolo do Pantanal

Vale a pena ainda percorrer o trajeto da Transpantaneira, uma estrada de terra de 147 km de extensão que liga a região de norte a sul. Ou seja, de Poconé a Porto Jofre. Nesse trecho, o turista vai encontrar muitas espécies de aves e, com isso, praticar o bird watching ou a observação de aves.

Além dos pássaros, o visitante estará pertinho de capivaras, jacarés, veados e onças, que cruzam a estrada ou ficam ao redor, em áreas alagadas. O período da seca, entre o junho e outubro, é o mais recomendado para fazer o passeio.

Contudo, fique atento com a travessia das pontes, pois em épocas de cheias a travessia pode ser complicada até mesmo para veículos e SUVs com tração 4X4.

Um passeio altamente indicado para qualquer época do ano no Pantanal é, justamente, a observação de pássaros e aves da região. Embora seja possível realizar essa atividade em qualquer mês, o período de seca é o que possibilita avistar o maior número de animais, por ser um período de reprodução das espécies.

Para quem deseja estreitar ainda mais os laços com a natureza, recomendamos um passeio a cavalo. Nesse percurso, o visitante vai poder adentrar a vegetação nativa pantaneira, passando pelas fazendas de gado – em um cenário bem próximo ao encontrado na abertura da novela “O Rei do Gado”.

O passeio a cavalo é uma das atividades mais procuradas pelos turistas no Pantanal

Há ainda áreas que inundam e formam braços de rio na vazante, acrescentando uma dose de adrenalina ao passeio. Muito embora o período de seca seja o mais indicado para os iniciantes, o passeio a cavalo pode ser feito ao longo de todo ano.

Atividade bem típica do Pantanal, o passeio de barco permite avistar uma infinidade de aves nas árvores durante o período da cheia dos rios. Já na seca, o visitante os avistará ainda mais próximos. Além disso, há a possibilidade de ver lontras, ariranhas e jacarés, que já fazem parte do cenário local. Você também poderá encontrar onças-pintadas, o animal que é a cara do Pantanal, nas margens dos rios. A melhor época para andar de barco é o período das cheias, quando os rios estão, literalmente, transbordando e o trajeto é mais fácil.

Turistas passeando de barco pelo Rio Miranda, na regão sul do Pantanal

Que tal passar um dia se sentindo como um peão pantaneiro? Há um passeio totalmente dedicado para quem deseja viver essa experiência. Também chamada de manejo ou lida de gado, você poderá acompanhar a rotina dos trabalhadores na fazenda, cuja atuação inclui o manejo de animais ao pasto e a alimentação do rebanho. Além disso, há a possibilidade ainda de participar da atividade intitulada “faz de conta”, em que o turista revisita o cotidiano de um peão.

Melhor época para conhecer o Pantanal
O mês ideal para visitar o destino, na verdade, dependerá mais do gosto e do que o visitante espera ver. Os períodos de cheias correspondem aos meses em que a vegetação se encontra mais verde e mais abundante. Vá preparado para encontrar estradas alagadas e vários mosquitos, mas não espere uma fauna absolutamente visível. Esse período vai de fevereiro a maio para o Norte do Pantanal, e de maio a julho para o Sul.

A época de seca vai de julho a setembro. Neste período, a flora não está tão viva, mas há a possibilidade de avistar muitos animais do ecossistema. Nestes meses há menos mosquitos e as estradas estão liberadas. Tenha em mente que, dependendo de quais atividades você quiser realizar, há épocas mais adequadas do que outras. Mas nada que impeça um retorno ao Pantanal, certo?

Gastronomia pantaneira
Numa explosão de simplicidade e muito sabor, a culinária pantaneira conquista por sair do óbvio. Não deixe de provar o peixe a urucum, filé de pintado servido com molho à base de creme de leite e com uma crosta de queijo gratinado. O prato tem esse nome para homenagear uma mineradora do morro do Urucum, local onde ele foi criado. De sobremesa, os destaques vão para os doces que utilizam a abóbora e a batata-doce.

Corumbá, tida como a capital pantaneira, está bem pertinho do Paraguai e tal proximidade geográfica se reflete na gastronomia local. A sopa paraguaia, que mais parece um bolo, é algo que você deve provar por lá. A receita leva milho, queijo meia cura e bastante cebola.

Experimente também a chipa paraguaia, que lembra muito o pão de queijo e leva erva-doce no preparo. Bolo de arroz também é uma boa pedida para se aprofundar na culinária paraguaia. A iguaria é preparada com mandioca, farinha de arroz, queijo da terra e coco, sendo servido em um formato semelhante a um cupcake.

Uma experiência gastronômica bem local é o café-da-manhã pantaneiro, que os moradores chamam de quebra-torto. A refeição é servida em fazendas pantaneiras e lembra as que eram servidas para os peões. Prepare-se para comer até se fartar. Aqui, os pratos são bem reforçados, com macarrão de comitiva, mandioca frita, batata-doce, paçoca de carne seca, farofa de banana e arroz carreteiro.

O pranchão soleado é o prato que deixa qualquer bom amante de carnes com água na boca, que tem esse nome por parecer uma prancha de madeira. Trata-se de uma peça de coxão duro que, após curtir uma noite no sereno, é soleada por dois dias e assada na brasa.

Já a saltenha boliviana é o prato que melhor representa toda a herança do Paraguai, país vizinho. Semelhante a uma empanada argentina, é tradicionalmente recheada com frango. Se você não gostar de frango, há também outros tipos de recheio.

Separe protetor solar, repelente, roupas leves e calçados confortáveis para desfrutar de todas as belezas que o Pantanal dispõe. Chame os seus amigos para essa aventura. Divirta-se!

Equipe Hoteis.com

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