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Meus 7 dias na Rússia

Sabe aquele destino que desde que você se conhece por gente te desperta uma atenção superior que muitos outros? Que tem um magnetismo e mistério que, seja por sua história, cultura ou arquitetura, te chama mesmo que você esteja planejando uma viagem pro outro lado do mundo? Assim é a Rússia pra mim.

Viajar até lá era sonho antigo e top 5 na lista de destinos-desejo, mas por diversos motivos acabei viajando a outras partes e cumprindo esse sonho antigo somente em setembro de 2016.

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Catedral de Kazan, na Praça Vermelha

A viagem foi de 4 dias em São Petersburgo e 3 em Moscou, porém sugiro que façam o contrário, os motivos vocês verão ao longo do post.

Não há voos diretos do Brasil à Rússia, portanto geralmente as conexões são via Europa. Cheguei a São Petersburgo  com conexão na Suíça e voltei de Moscou com conexão na Espanha.

Tanto São Petersburgo quanto Moscou são cidades com contrastes gritantes: há a imponência dos edifícios estatais com fachadas decadentes e pinturas lascadas, o militarismo super presente e exaltado, as estações de metrô com escadas de madeira e lustres de cristal que datam da época da União Soviética. Mas também há as fontes com estátuas douradas, os prédios corporativos espelhados, os grandes canteiros de obras que antecedem a Copa do Mundo, os jardins bem cuidados (disso eles se orgulham!) e as dezenas de carrões a cada quarteirão que não deixam Zurique pra trás.

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Hermitage Museum

Não tive sorte em São Petersburgo, choveu todos os dias! E já era setembro, início da primeira…tive que sair e comprar galochas porque os temporais não deram trégua! Fiquei hospedada no Corinthia St. Petersburg, um hotel muito bem localizado na Nevsky Prospect, a principal avenida da cidade. Isso facilitou para que fizesse a maioria dos pontos turísticos caminhando.

Para entender o peso da monarquia russa até a queda da dinastia Romanov em 1917, visite o Hermitage Museum (e reserve um dia todo para isso). De frente do Hermitage saem os barcos que levam ao Palácio Peterhof, conhecido como o “Versailles russo”.

O palácio é estonteante e as fontes gigantescas com estátuas douradas impressionam! Você vai andar por quilômetros la dentro e se perder dentre tantos caminhos diferentes dentro do jardim.

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Peterhof, em São Petesburgo

Voltando ao centro de São Petersburgo, há a famosa – quiçás o ponto mais conhecido da cidade – Catedral do Sangue Derramado,  com suas cúpulas coloridas que parecem ter sido feitas por confeiteiros.

Curiosidade: ela tem esse nome por ter sido construída no local onde o czar Alexandre II foi assassinado (inclusive alí está o mausoléu dele). E os ovos Fabergé, você se lembra deles quando se fala em Rússia? Pois bem, há um museu só deles! É de propriedade privada porém aberto ao público, e cada ovo é uma obra de arte, fiquei encantada! Dentro também há um café charmoso com vistas para um canal.

Curiosidade: aqui no museu Fabergé conheci o “Sérgio”, nome brasileiro do Sergei, um russo que estava aprendendo português assistindo novelas brasileiras na internet!

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Museu Faberge, em São Petesburgo

De São Petersburgo seguimos em trem rápido para Moscou (são 720km em 3h40 de viagem), chegando na Leningradsky , a estação central de trens. Dalí mesmo tomamos o metrô em direção ao hotel, e começa a primeira aventura: entender o mapa do metrô em alfabeto cirílico! Porém as pessoas, por mais que não falem inglês – raramente se encontra quem fale inglês até mesmo em hoteis e restaurantes – são muito solícitas e fazem o que podem pra te ajudar.

Um senhor literalmente pegou na nossa mão e nos levou até a plataforma correta. Mais umas 3 voltas no metrô e você se localiza até conseguir entender de onde vem e pra onde vai! Aliás, as estações de metrô em si valem um tour: imponentes e belíssimas, com tetos trabalhados, pilastras de mármore, lustres de cristal e estátuas de bronze, eram chamadas por Stalin de “Palácio do Povo”, para passar ao proletariado a imagem próspera do império soviético em sua época. As principais pra se visitar são Kiyevskaya, Mayakovskaya e Ploschad Revolyutsii.

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Praça Vermelha, em Moscou

Praça Vermelha, em Moscou

Ficamos hospedados no StandArt Hotel, muito bem localizado e próximo ao Kremlin, à Catedral de São Basílio e à Praça Vermelha. Aí veio a surpresa: por quê a Praça Vermelha estava fechada?

Conseguíamos ver a Catedral de longe, mas havia um cercado em volta – com muitos militares protegendo a área – que nos impedia de chegar perto de qualquer atração alí dentro. Acontece que coincidimos com o Spasskaya Tower Festival, um festival de bandas marciais que ocorre na Praça Vermelha todo ano entre a última semana de agosto e a primeira de setembro. E aqui fica minha dica: se puder planejar sua viagem nesse período, faça, porque o show é incrível!! Compramos ingressos pra entrar na área cercada mais pra poder chegar perto da Catedral de São Basílio, mas quando começamos a ver o show ficamos boquiabertos! 24 bandas militares de países como Egito, Israel, Índia, Turquia e China se apresentam com coreografias e fogos de artifício enquanto projeções variadas são feitas na Catedral. Absolutamente maravilhoso! E com um evento desses você confirma que o militarismo é muito presente no dia-a-dia russo, com bandas inteiras batendo continência para um marechal da plateia que se levantava a cada equipe que entrava, sob um holofote voltado só para ele.

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Projeções durante o show na Catedral de São Basílio

Não tive tempo de entrar no Kremlin ou ver um ballet no Bolshoi (estavam de férias em Setembro), e por esse motivo ficaria um dia mais aqui e um a menos em São Petersburgo.

Idioma? Raramente as pessoas falam inglês. Em vários casos escolhemos prato no cardápio pela foto, ou por apontar pra um prato em outra mesa. Pedir informação na rua é na base da mímica, porém as pessoas fazem o máximo pra te ajudar. Aprender algumas palavras básicas como Spasibo (Obrigado) e Pozhaluysta (Por Favor) ajuda a quabrar o gelo.

Comida? Na rua (especialmente em São Petersburgo) se come muito peixe, especialmente truta e salmão. Não sou fã então me aventurei mais nas massas típicas, como o Vareniki, um dumpling recheado de cereja. Também provei o stroganoff original (sim, com A), um ensopado de carne servido com purê de batata e beterraba. Sou mais o nosso com creme de leite e batata palha haha!  Se gosta de caviar, a Rússia é literalmente um prato cheio – as ovas são muito baratas até mesmo no famoso café Beluga no GUM, o shopping de luxo de Moscou.

Moeda? O dinheiro russo se chama rublo e pode ser facilmente trocado no aeroporto de chegada por euros ou dólares. O rublo desvalorizou bastante desde 2015 então a Rússia se tornou mais acessível ao turista estrangeiro. Uma refeição vai de 5 dólares (fast food) a 25 dólares (restaurante mais elaborado). Um bilhete de metrô custa 80 cents de dólar. Dica pra economizar: procure os Free Walking Tours, geralmente são em inglês ou espanhol e te ensinam muito sobre os principais pontos da cidade. Em 7 dias eu gastei o equivalente a 350 Euros em transporte, alimentação, atrações e compras (a tal galocha!).

Segurança? Em geral me senti bastante segura em todos os pontos, com exceção das estações de metrô onde o grande fluxo de pessoas facilita qualquer prática mal intencionada. Há muita polícia pelas ruas, porém nunca é demais se prevenir e sempre levar os pertences em um lugar onde os olhos consigam ver.

E o Brasil? Em 2016 as obras da Copa do Mundo estavam a todo vapor pelas cidades e inevitável não relacionar Brasil a futebol quando perguntavam de onde éramos. Em todos os lugares fomos recebidos com muita alegria quando mencionávamos nossa origem. Além do futebol eles também estavam cientes da situação política do país (nossa estada coincidiu com a semana do impeachment presidencial).

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Patrícia Prates, Gerente de Marketing Online Hoteis.com

Espero que esse relato tenha te feito viajar comigo. Se tiver oportunidade, não pense duas vezes em visitar a Rússia! O país tem uma história tão rica (recente!) e costumes tão diferentes dos nossos que não há dúvidas de que você voltará encantado.

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Patrícia Prates

Gerente de Marketing Online Hoteis.com

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