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Como tirar visto para os EUA na era Trump?

Todos os anos, milhares de brasileiros viajam para os Estados Unidos. Seja a negócios, intercâmbio ou simples lazer, como levar a família para conhecer a famosa Disneylândia. Entretanto, com a eleição do presidente Donald Trump, muito se tem especulado sobre novas dificuldades para que estrangeiros consigam viajar para o país e a possibilidade de os brasileiros terem o visto americano negado.

Em suas campanhas políticas, Trump causou muita polêmica com suas propostas relacionadas à entrada de imigrantes no país. Apoiado por uns, vaiado por outros, o norte-americano foi democraticamente eleito e as mudanças prometidas em sua gestão já estão acontecendo, como no caso do visto americano para turistas.

Se antes já existia uma grande burocracia para conseguir o documento, hoje ela é um pouco maior. A embaixada americana no Brasil já confirmou as mudanças na emissão do visto após esse anúncio. Até o momento, o principal impacto dessas mudanças é o tempo para conseguir a autorização, o que pode aumentar consideravelmente a fila de espera.

Embora o governo dos Estados Unidos (EUA) afirme que o objetivo de tais medidas seja facilitar as viagens legítimas dos visitantes estrangeiros e ao mesmo tempo reforçar a segurança nas fronteiras, já é possível perceber novas dificuldades na emissão do visto. Entenda melhor como tirar o visto americano!

Nova gestão, novos critérios

A era Trump já começou causando grande alvoroço, com protestos, debates e várias notícias de destaque na impressa internacional. O novo presidente norte-americano emitiu uma ordem para que estrangeiros de países árabes (como Iraque, Irã, Síria, Somália, Iêmen e Sudão) tivessem sua entrada no país barrada por 120 dias. Entretanto, tal ordem foi suspensa no tribunal, embora o governo ainda esteja tentando restabelecer tal restrição.

No Brasil, até o momento, ainda não houve mudanças nos critérios para os cidadãos que desejam tirar o visto americano. Embora os requisitos para alguns tipos de visto não tenham sido alterados, houve mudanças em alguns procedimentos relacionados à etapa de entrevista para os estrangeiros que desejam solicitá-lo.

Também há fortes indícios de que os critérios para conseguir o visto de trabalho (chamado de H-1B) poderão ser modificados, mas no momento não há confirmação da embaixada americana.

Impacto para os turistas brasileiros

Segundo a embaixada americana, apenas em 2016 mais de 840 mil brasileiros visitaram os EUA. Afinal, muitas famílias de classe média e alta hoje não abrem mão de passar uma temporada no estrangeiro durante as férias, e os Estados Unidos está entre os destinos favoritos dos turistas. Também é de conhecimento da delegação que a maioria dos vistos solicitados pelos brasileiros é aprovada, o que significa que o número daqueles que permanecem ilegalmente em solo americano é quase insignificante se comparado aos que entram no país legalmente.

A Disney é um dos destinos campeões quando se trata de férias em família

Antes da atual gestão, as entrevistas funcionavam assim:

  • Em países como Brasil e Argentina, os turistas com idade inferior a 15 anos e os idosos de 66 a 79 anos eram isentos de fazê-la quando solicitavam o visto pela primeira vez.
  • Era possível renovar o visto em até 48 meses após o vencimento sem passar outra vez por essa etapa.

Entretanto, a nova realidade acaba impactando diretamente no tempo que os estrangeiros levarão para conseguir realizar a entrevista e finalmente tirar o visto americano, já que agora a fila de espera será maior e o prazo para a renovação menor. Afinal, agora as entrevistas serão exigidas para absolutamente todos os estrangeiros, exceto:

  • Cidadãos com idade inferior a 14 anos ou superior a 79 anos.
  • Solicitantes que já obtiveram o visto da mesma categoria expirado há menos de 12 meses antes de entrar com um novo pedido.
  • Pedidos de vistos diplomáticos, organizações internacionais e representantes de governos estrangeiros, como é o caso das categorias de visto A-1, A-2, G-1, G-2, G-3, G-4, OTAN-1, C-2 e C-3.

Morar e trabalhar nos EUA

Diferentemente das viagens turísticas, ir para os Estados Unidos com a intenção de fazer do país um lar permanente tende a ficar mais difícil para os estrangeiros, especialmente para aqueles que têm planos de trabalhar no país.

Não são poucas as pessoas que sonham em conseguir novas oportunidades profissionais e fazer parte de uma das maiores potências econômicas mundiais. Contudo, conquistar uma vida nos Estados Unidos nunca foi fácil e, com as políticas de Trump, mais obstáculos estão surgindo.

Segundo a visão do atual presidente dos EUA, os vistos da categoria H-1B estão sendo emitidos em excesso, o que significa muitas vagas de trabalho ocupadas por estrangeiros, provocando a queda dos salários no país e aumentando o desemprego entre os americanos.

Entretanto, especialistas em imigração recentemente apontaram que essa situação não condiz com a realidade. Afinal, existe uma quantidade máxima de vistos emitidos para trabalhadores no período de um ano. Os números são estabelecidos e controlados pelo Congresso dos EUA. Estima-se que apenas um terço da demanda mundial por vistos americanos seja atendida.

Trabalhar nos Estados Unidos tende a ser mais difícil da era Trump
Trabalhar nos Estados Unidos tende a ser mais difícil na era Trump

Outra questão levantada por estudiosos e economistas é que o trabalhador estrangeiro com visto H-1B não diminui os valores salariais recebidos pelos americanos e nem prejudica os trabalhadores dos Estados Unidos. Afinal, antes de contratar um estrangeiro, a empresa precisa publicar a vaga e garantir que não há profissionais americanos qualificados e disponíveis para preenchê-la. Por meio de um processo intitulado Labor Certification, é certificado ao governo americano a ausência desses profissionais e somente dessa forma a empresa poderá oferecer suas vagas para trabalhadores de outros países sem prejudicar nenhum americano. Os salários devem estar de acordo com a média praticada no país para aquele determinado cargo ou função.

Contudo, a gestão Trump parece discordar desses apontamentos e estuda realizar alterações nesta modalidade, visando diminuir algumas concessões. Tais medidas poderão significar o visto americano negado a diversos trabalhadores estrangeiros de diferentes categorias.

Trabalhos em empresas de tecnologia

Mesmo os empregos temporários oferecidos por corporações de alta tecnologia dos Estados Unidos irão exigir um processo de visto estendido, já que a administração de Trump também suspendeu o processo “premium”, que visava acelerar o processo de candidatura para emitir os vistos para estrangeiros ocupantes dos cargos nessas empresas.

No processo acelerado, era possível que os candidatos recebessem a aprovação para o visto americano em até duas semanas, diferentemente do que acontece no processo comum – que costuma levar alguns meses. Com esse recurso, o visto de não imigrantes H-1B era emitido com mais agilidade para os estrangeiros, como profissionais formados em áreas de medicina, tecnologia da informação e engenharia, por exemplo. Apenas indivíduos que comprovarem estar diante de situações de emergência, motivos humanitários ou possíveis prejuízos financeiros significativos para a empresa poderão solicitar o processo acelerado.

Não há previsão para uma possível retomada do processo “premium”, mas a suspensão permanecerá por pelo menos seis meses, segundo informações do Serviço de Imigração e Cidadania dos Estados Unidos.

Intercâmbio e estudos

Seja para ingressar em uma universidade mundialmente reconhecida ou apenas aperfeiçoar o inglês, estudar nos Estados Unidos é o sonho de muitos universitários. Estudantes que pretendem fazer intercâmbio estão se perguntando se as políticas de Trump poderão modificar as parcerias entre universidades brasileiras e americanas, mas isso ainda é incerto.

Os vistos de intercâmbio, classificados na categoria J-1, estão sendo analisados pela gestão de Donald Trump e pode ser que algumas regras de emissão sejam alteradas futuramente, o que irá acabar interferindo nos programas de intercâmbio não somente no Brasil, mas em qualquer país estrangeiro.

Para aos estudantes que estão se formando no Brasil ou que irão se formar nos EUA e pretendem tentar uma vaga de emprego no país, as notícias não são as mais animadoras. No primeiro caso, para diminuir a emissão de vistos H-1B, os EUA irão reduzir muitas concessões e aumentar as exigências para que os profissionais as consigam.

Já quem está se formando nos Estados Unidos e pretende começar uma carreira no país, a autorização para exercer a profissão durante um ano após a formatura era garantida pelo visto de estudante, o F-1. Dessa forma, alunos recém-formados conseguiam tempo para obter o visto de trabalho. Entretanto, o atual presidente americano e seus aliados políticos discutem o fim dessa permissão para atuar no mercado americano, ameaçando os planos de muitos estudantes estrangeiros.

Visto americano negado e reserva em hotel

Um dos principais motivos que levam os estrangeiros a terem o visto americano negado são os erros cometidos ao preencher o formulário DS-160. Nesse documento, devem constar informações importantes e todos os dados do solicitante que deseja tirar o visto. Por isso, é importante preenchê-lo com muita atenção e, se necessário, buscar a orientação de um especialista.

Outro ponto importante é que reservar um hotel ou comprar passagens antecipadamente são atitudes que não influenciarão na decisão do consulado americano para emitir o visto.

Contudo, é sempre uma boa ideia começar a pesquisar e planejar a sua viagem, não é mesmo? Assim, você poderá se concentrar melhor em seus negócios ou mesmo deixar as preocupações de lado e curtir férias inesquecíveis com a família.

Gostou de saber sobre as mudanças nos processos para conseguir o visto americano para turistas, estudantes e trabalhadores? Então, continue acompanhando nosso conteúdo!

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